Um mês depois de ensaiarem reconciliação, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltaram a se confrontar publicamente neste sábado, 4 de abril de 2026. A nova troca de acusações começou quando Eduardo chamou o colega de “oportunista” e o acusou de desrespeitar sua família ao, segundo ele, dar “visibilidade a quem deseja a morte” do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A irritação do filho “03” do ex-presidente surgiu após Nikolas reagir com risadas (“kkk”) a uma publicação que citava críticas feitas a Eduardo. O deputado mineiro havia compartilhado vídeo do perfil Space Liberdade no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendia o Pix. Na legenda, Nikolas chamou Lula de “larápio” e atribuiu a criação do sistema de pagamentos a Bolsonaro.
O influenciador Kim Paim interpretou o post como sinal de oposição à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O cientista político Silvio Grimaldi retrucou, destacando que Nikolas criticara Lula e defendera Jair Bolsonaro; Nikolas respondeu apenas com “kkk”.
Em seguida, Eduardo Bolsonaro acusou o deputado mineiro de utilizar seu engajamento para impulsionar perfis contrários ao bolsonarismo. “Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem comemora a prisão do meu pai”, escreveu. Segundo ele, Nikolas teria colocado Flávio “numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos”.
Nikolas reagiu publicando vídeo do presidente do PL Jovem de Curitiba, Paulo Melo, que defende a união da direita e critica ataques a aliados. “Vocês querem essa rejeição?”, pergunta Melo na gravação, ao ressaltar a influência digital de Nikolas.
O deputado Mario Frias (PL-SP) saiu em defesa de Eduardo. Para ele, Nikolas “treina o algoritmo” ao comentar ou curtir postagens que, em outras publicações, atacariam a família Bolsonaro. “É tão eficiente quanto patrocínio pago”, afirmou Frias, acrescentando que a prática já era discutida “no privado”.
Até a noite de sábado, nenhum dos parlamentares sinalizava nova tentativa de reconciliação, mantendo aberta a disputa que expõe divisões internas no PL a pouco mais de dois anos da eleição presidencial.
Com informações de Gazeta do Povo

