','

'); } ?>

Desembargadora do TRT-23 relata racismo ao ser confundida com funcionária de supermercado

Publicidade

A desembargadora Adenir Carruesco, do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), denunciou nas redes sociais ter passado por um episódio de racismo estrutural dentro de um supermercado no domingo (17/5).

No vídeo publicado, a magistrada contou que, depois de uma caminhada matinal, entrou no estabelecimento para fazer compras. Entre as gôndolas, foi abordada repetidas vezes por uma cliente que pedia informações sobre produtos e localização de itens, presumindo que Adenir fosse funcionária do local.

Publicidade

“Para ela era lógico que eu trabalhava ali e que estava ali para servi-la”, relatou. Segundo a desembargadora, o episódio reflete “a lógica que o senso comum brasileiro internalizou de que o lugar natural do preto é o serviço”.

No mesmo depoimento, Adenir criticou a baixa presença de pessoas negras, sobretudo mulheres, em cargos de poder no Judiciário brasileiro. “Preto não é juiz, preto não é desembargador. Os pretos brasileiros não estão nos tribunais, e a mulher negra menos ainda”, afirmou.

Ela acrescentou que, fora do ambiente institucional e sem os símbolos do cargo, continua sendo vista “apenas como mais um corpo preto”. “O problema não é aquela mulher no supermercado, é a lógica que ela, sem saber, reproduz. Uma lógica que precisa ser desmontada um domingo de cada vez”, concluiu.

Procurado, o TRT-23 não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.

Com informações de Metrópoles

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *