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Craques perto dos 40 anos prolongam carreira e brilham na Copa de 2026

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Avanços em medicina esportiva, tecnologia de monitoramento e rotinas de preparação sob medida estão permitindo que jogadores de elite se mantenham em alto nível mesmo próximos dos 40 anos, realidade cada vez mais visível na Copa do Mundo de 2026.

Mais veteranos em campo

Dados da FIFA mostram que atletas com mais de 35 anos correspondem a cerca de 6% dos 48 elencos participantes do torneio. Oito dos 20 jogadores mais velhos a disputar uma partida de Copa atuaram nesta edição.

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Líderes dessa geração, Cristiano Ronaldo, 41, Lionel Messi, 39, e Luka Modrić, 38, continuam decisivos. Ronaldo, o mais velho a entrar em campo em 2026, marcou três vezes na fase de grupos por Portugal; Messi disputou sua sexta Copa, quebrou o recorde de gols em oito partidas consecutivas e assumiu o posto de maior artilheiro da história do torneio; Modrić segue como o principal articulador da Croácia.

Exemplo cabo-verdiano

Outro destaque é o goleiro cabo-verdiano Vozinha, 40, celebrado nas redes sociais ao não sofrer gols diante da Espanha na estreia e ao levar Cabo Verde a um duelo equilibrado contra a Argentina nas oitavas de final.

Ciência a serviço da longevidade

Especialistas apontam a personalização do treinamento como fator-chave. “Hoje o tempo de competição e a recuperação são rigorosamente controlados”, afirma Riley Williams, chefe do Instituto de Medicina Esportiva do Hospital for Special Surgery e médico credenciado pela FIFA. Segundo ele, essa abordagem pode acrescentar de três a cinco anos à carreira de um atleta.

Equipamentos com GPS produzidos por empresas como a Catapult Sports registram velocidade, distância percorrida e até sinais que antecipam infecções, explica o cientista esportivo Claudius Müller. Já o pesquisador Andy Galpin descreve o uso de sensores em calçados, roupas e até quartos de atletas para acompanhar sono, frequência cardíaca, hormônios e sudorese.

Lesões menos fatais

Procedimentos cirúrgicos e fisioterapia evoluíram a ponto de tornarem raras as contusões antes consideradas fim de carreira, como rompimentos de ligamentos ou do tendão de Aquiles. “A lista de lesões que encerram trajetórias foi drasticamente reduzida nos últimos 20 anos”, diz Williams.

Disciplina fora do campo

O estilo de vida dos jogadores também mudou. Pesquisa do fisiologista Michael Joyner indica menor consumo de álcool e preparação física mantida durante todo o ano, com apoio de treinadores, nutricionistas e massoterapeutas.

Retorno financeiro

Estender a vida útil no esporte traz ganhos consideráveis. Em outubro, Ronaldo tornou-se o primeiro bilionário do futebol graças ao contrato com o Al-Nassr, da Arábia Saudita. Messi atingiu o mesmo patamar pouco depois, impulsionado por patrocínios e acordos comerciais.

Com a combinação de ciência, disciplina e incentivos econômicos, o limite de idade para atuar no mais alto nível parece cada vez mais elástico — e a Copa de 2026 se consolida como vitrine desse fenômeno.

Com informações de InfoMoney

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