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Bitcoin avança pelo segundo dia, ganha 2,3% e volta a passar de US$ 64 mil

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O Bitcoin retomou o fôlego nesta sexta-feira (10) e opera em alta pelo segundo pregão consecutivo. A criptomoeda subiu 2,3% em 24 horas, cotada a US$ 64.348, ultrapassando novamente a barreira dos US$ 64 mil. No mercado brasileiro, o preço atingiu R$ 332.160, de acordo com dados do Portal do Bitcoin.

Outros ativos digitais também registraram ganhos no mesmo período. O Ethereum avançou 2,1%, chegando a US$ 1.796. Já o XRP valorizou 2,1%, a Solana cresceu 1,5% e a BNB subiu 0,7%.

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Reação após tensão no Oriente Médio

A recuperação ocorre dois dias depois de o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim do cessar-fogo com o Irã ter pressionado o mercado e provocado liquidações rápidas. Operadores encerraram posições com a notícia e voltaram a abri-las poucas horas depois, movimento atribuído à alavancagem, segundo Shawn Young, analista-chefe da MEXC Research. Para o especialista, quando as liquidações dominam o mercado, os preços podem variar mais rápido do que a demanda real justificaria.

Cenário macroeconômico favorável

Nos mercados tradicionais, o índice MSCI Ásia-Pacífico avançou 1,4%, impulsionado pelo retorno dos investidores a ações de semicondutores sob expectativa crescente em torno da inteligência artificial. O índice Kospi, da Coreia do Sul, visto como termômetro para o setor de IA, disparou 4%.

O iene ganhou 0,6%, enquanto os rendimentos dos títulos públicos japoneses de longo prazo recuaram após a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, defender maior participação dos fundos de pensão em ativos domésticos. O índice do dólar da Bloomberg caiu e caminha para a segunda semana seguida de perdas.

Analistas observam que os principais vetores de preço da semana vieram de fora do universo cripto. Houve impacto da volatilidade do petróleo, da venda global de títulos, da revisão das expectativas de juros do Federal Reserve e de duas ofensivas dos EUA contra o Irã. Mesmo assim, o Bitcoin acumulou alta de 4,2% no período, beneficiado também pela demanda por chips de memória da Coreia do Sul e pela fraqueza do dólar.

Especialistas alertam que, caso a moeda norte-americana continue em queda e o apetite por ativos ligados à inteligência artificial permaneça forte, o mercado de criptomoedas pode acompanhar a tendência dos semicondutores e buscar novas máximas.

Com informações de Portal do Bitcoin

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