Após a derrota para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti confirmou que o foco da Seleção Brasileira já se voltou para o ciclo que culminará no Mundial de 2030. Com contrato até o próximo torneio, o italiano declarou que o revés “marca o início de um novo ciclo” e abriu espaço para a chegada de nomes que não estiveram no último elenco.
Quatro pilares para o próximo ciclo
Ancelotti pretende estruturar a equipe em torno de Vinicius Júnior, Rodrygo, Éder Militão e Estêvão. Lesionados pouco antes da Copa de 2026, Rodrygo (25 anos), Militão (28) e Estêvão (19) ficaram fora da competição, mas voltam a ser considerados peças-chave. Vinicius Júnior, prestes a completar 26 anos e eleito o melhor do mundo pela Fifa em 2024, segue como principal referência técnica.
Veteranos perto da despedida
Neymar, Casemiro e Danilo, todos com 34 anos, dificilmente estarão no próximo Mundial. Marquinhos, 32, também indicou incerteza sobre permanência após a eliminação. A tendência, segundo o próprio treinador, é de transição gradual, mas com maior espaço para a nova geração.
Defesa: Militão à frente, novas alternativas
Recuperado da lesão, Militão deve liderar a zaga em 2030, quando terá 32 anos. A previsão é de parceria com Gabriel Magalhães, 28, atual titular do Arsenal. Bremer (29), Léo Pereira (30) e Ibañez (27) continuam no radar, enquanto Alexsandro (26), Beraldo (22) e Vitor Reis (20) ampliam a concorrência.
Laterais em observação
O rendimento das laterais em 2026 acendeu o alerta da comissão técnica. Na esquerda, Douglas Santos (32) e Alex Sandro (35) podem não chegar ao próximo ciclo. Kaiki, 23, recentemente negociado com o Como, surge como opção, ao lado de Carlos Augusto (27), Caio Henrique (28) e Luciano Juba (26). Pela direita, Wesley, 22, da Roma, é o favorito, com Vitinho (26) e Vanderson (27) como alternativas.
Meio-campo deve passar por maior reformulação
Com a provável saída de Casemiro, Bruno Guimarães, 28, tende a assumir protagonismo. Danilo Santos (25) e Lucas Paquetá (28) permanecem no grupo, enquanto Andrey Santos (22), João Gomes (25) e André (24) seguem monitorados.
Ataque oferece mais opções
Além de Vinicius Júnior, Ancelotti pretende manter Raphinha (29) e Endrick, que completa 20 anos em 2026. Rayan (19) ganhou vaga de titular durante o Mundial e Matheus Cunha (27) marcou três gols na campanha, fortalecendo sua posição. Martinelli (25) também cresceu de produção. Entre os ausentes, João Pedro (24) é o nome mais cotado a voltar, acompanhado de Savinho (22), Antony (26), Igor Jesus (–) e atletas do futebol brasileiro como Kaio Jorge (24), Vitor Roque (21) e Pedro (–).
Próximos compromissos
A Seleção volta a campo em setembro, quando disputa amistosos nos dias 25 e 29 contra a Austrália, em solo australiano. Há possibilidade de um terceiro jogo entre 21 de setembro e 6 de outubro. Outra janela está marcada para 9 a 17 de novembro. Em 2027, o Brasil terá quatro períodos oficiais: 22–30 de março, 7–15 de junho, 20 de setembro–5 de outubro e 8–16 de novembro. A Copa América de 2028, nos Estados Unidos, integra o planejamento, enquanto o formato das Eliminatórias para 2030 ainda não foi definido.
Com informações de Exame

