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Alcolumbre diz que só pautará reajustes salariais se todos forem votados e bloqueia projetos de alto impacto

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Brasília — O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (9) que não irá escolher quais proposições que elevam pisos salariais serão analisadas em ano eleitoral. Segundo ele, ou todas as matérias vão a plenário ou nenhuma será votada.

“Ou vou botar na pauta todas as PECs, todos os pisos e todas as solicitações, ou não vou votar nenhum”, disse o senador durante sessão no plenário. Alcolumbre declarou que 31 projetos já estão prontos para deliberação, mas ponderou que o Tesouro não teria condições de arcar com os custos se todos fossem aprovados, o que, nas suas palavras, exigiria “dez Brasis para pagar a conta”.

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Risco fiscal

A resistência do presidente do Senado é compartilhada pelo governo Lula (PT), que tenta impedir o avanço das chamadas “pautas-bomba”. Estimativas do Ministério da Fazenda indicam que o conjunto dessas propostas pode somar R$ 270 bilhões em despesas extras nos próximos anos.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com Alcolumbre para pedir que o Congresso evite aprovar medidas de grande impacto orçamentário. Após o encontro, Alcolumbre relatou estar “muito triste” por ter de alertar colegas de que “o Estado brasileiro não vai resistir” caso os projetos sigam adiante.

Matérias na fila

Entre os textos que aguardam votação estão a PEC que concede aposentadoria especial a agentes comunitários de saúde, a proposta que amplia o percentual mínimo destinado ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o projeto de lei para renegociação de dívidas de produtores rurais e o novo piso salarial de médicos e dentistas.

“Eu quero ajudar os agentes comunitários, que andam na rua, no sol e na chuva, correndo risco de vida, mas vamos conseguir arcar com os custos? Vai ter fonte de arrecadação?”, questionou o senador.

Apoio do governo no Senado

O líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), solidarizou-se com Alcolumbre. “É preciso ter serenidade para que a gente faça as coisas. Todas as categorias são merecedoras, porém precisamos de equilíbrio”, afirmou.

Com as indefinições, o Senado segue sem data para votar os projetos que ampliam gastos públicos, mantendo em suspenso reajustes e benefícios reivindicados por diferentes categorias profissionais.

Com informações de Gazeta do Povo

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