O mercado brasileiro de arroz continua com poucas negociações e baixa liquidez. Compradores e vendedores mantêm postura cautelosa, deixando as cotações praticamente nominais, segundo o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado.
Cotações recuam na semana, mas permanecem acima do ano passado
O Indicador Safras para arroz em casca no Rio Grande do Sul encerrou a quinta-feira, 8 de outubro, a R$ 84,05, queda semanal de 0,24%. Mesmo assim, o indicador acumula alta de 4,01% em relação a igual período do mês anterior e de 42,87% frente a 2025.
Saldo comercial diminui quase 35%
Entre março e setembro de 2026, o país exportou 1,145 milhão de toneladas e importou 1,123 milhão de toneladas de arroz (base casca), gerando superávit de 22,19 mil toneladas. No mesmo intervalo da safra 2025/26, o saldo havia sido de 34,15 mil toneladas. As exportações cresceram 24,2%, porém as importações avançaram 26,5%, reduzindo o superávit em cerca de 12 mil toneladas.
Brasil vende arroz em casca, mas compra produto beneficiado
Rough e quebrados representaram 82,8% das vendas externas, enquanto arroz beneficiado e descascado responderam por 93% das compras. Para Oliveira, a saída de matéria-prima ajuda a sustentar preços na origem, mas a entrada de volumes expressivos de produto industrializado afeta outros elos da cadeia.
Dólar próximo de R$ 5 limita receitas de exportação
Às 13h54 de sexta-feira, 9 de outubro, o dólar era negociado a R$ 4,9905, recuo de 0,66% (Investing.com). A moeda perto desse nível reduz a competitividade do arroz brasileiro no exterior e pressiona a conversão das receitas para reais.
Perspectivas
A Safras & Mercado avalia que a sustentação dos preços dependerá da continuidade dos embarques, da retenção do produto pelos produtores e de uma reação mais firme da demanda interna. Enquanto esses fatores não avançarem, o setor deve permanecer com negócios escassos e referências de preços pouco consolidadas.
Com informações de Portal do Agronegócio
