O uso de garantias tem se tornado fator decisivo nas operações de crédito privado no Brasil. Na Audax Capital, 95% da carteira já inclui algum tipo de ativo atrelado à operação, informou a empresa nesta quinta-feira (1º).
Duplicatas e imóveis lideram a lista de garantias
Segundo a gestora, duplicatas representam a principal forma de proteção, seguidas por imóveis. Também entram na composição recebíveis, contratos, estoques e equipamentos, de acordo com as características de cada financiamento.
Agronegócio impulsiona debate sobre risco
O tema ganha força no campo em razão do Plano Safra 2026/27, que reservou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial — R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos. O volume reforça a necessidade de mecanismos que reduzam a exposição a inadimplência.
Organização antecipada dos ativos
Para Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, companhias que estruturam seus recebíveis, contratos e patrimônio antes de buscar recursos conseguem apresentar propostas mais robustas aos financiadores. “A garantia deixa de aparecer apenas no fim da análise e passa a integrar a própria arquitetura do crédito”, afirma.
Crescimento da gestora
Em 11 anos, a Audax movimentou mais de R$ 10 bilhões em operações. Após registrar expansão de 115% em 2025, a empresa projeta intermediar R$ 3,1 bilhões em 2026, o que significaria aumento de 105% caso a estimativa se confirme.
Proteção adicional, não absoluta
Vincular duplicatas ou imóveis a um financiamento cria alternativa para recuperação de capital em caso de calote, mas não dispensa a análise da capacidade de pagamento. No agronegócio, variações de preços, câmbio, custos e clima podem afetar receitas, exigindo camadas extras de segurança, ressalta Da Matta.
Dados do Banco Central indicam que o crédito ampliado às empresas somava R$ 7,2 trilhões em maio de 2026, o equivalente a 54,7% do PIB — correção referente ao mês citado inicialmente.
Com informações de Portal do Agronegócio

