O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente o senador Rogério Marinho (PL-RN) pela movimentação contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o regime de trabalho 6×1 — seis dias de atividade para um de descanso. Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), atuou para retardar a tramitação da matéria durante votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), realizada na quarta-feira (2/9).
Na sessão, o parlamentar apresentou um substitutivo à PEC, mas o texto foi rejeitado. A oposição também pediu vista, o que adiou a análise por aproximadamente uma hora. Ao final, a CCJ aprovou a proposta, que ainda não tem data para chegar ao plenário.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que “o Brasil viu quem trabalha para avançar” e quem age para “impedir uma conquista que pode garantir um dia a mais de descanso sem redução salarial”. O presidente não mencionou nomes, mas fez referência à articulação liderada por Marinho.
O projeto reduz o limite constitucional de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de folga — um deles preferencialmente aos domingos — e cria período de transição de 14 meses: a carga horária cairá duas horas 60 dias após a promulgação e as duas horas finais serão retiradas um ano depois.
Embora a proposta seja tratada como prioridade pela campanha petista, aliados admitem dificuldades para levá-la ao plenário antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, diante da resistência de oposicionistas.
Com informações de Metrópoles

