Empresas que utilizam sistemas de gestão integrada, conhecidos como ERP (Enterprise Resource Planning), precisarão ir além da simples atualização de seus softwares para atender às mudanças previstas na reforma tributária. A adaptação exigirá também a revisão completa dos dados e dos fluxos internos que alimentam essas plataformas.
O ERP concentra informações sobre vendas, compras, estoque, finanças e emissão de documentos fiscais, servindo de base para o cálculo de tributos. Caso apenas o sistema seja atualizado, sem a checagem dos registros e dos procedimentos que geram essas informações, companhias podem enfrentar inconsistências no recolhimento de impostos e problemas de conformidade.
Especialistas alertam que o impacto da reforma tributária atinge diretamente as regras de apuração e de reporte fiscal. Por isso, além de ajustes técnicos no software, é necessário revisar cadastros de produtos, classificações fiscais, parametrizações de alíquotas e rotinas de geração de notas fiscais.
O processo de adequação deve envolver equipes de tecnologia, fiscal e contábil, garantindo que todos os departamentos utilizem dados atualizados e corretos. Sem essa revisão ampla, eventuais falhas poderão resultar em multas, retrabalho e atrasos no cumprimento de obrigações acessórias.
Com informações de Olhar Digital

