A Polícia Federal analisa conversas extraídas do celular da empresária Roberta Luchsinger que apontam participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em articulações de interesses empresariais dentro do governo federal.
Troca de mensagens
Os diálogos, trocados entre 2023 e 2024, revelam que Lulinha orientava reuniões com autoridades do Palácio do Planalto e com secretários de ministérios, entre eles o da Saúde. Em uma das conversas, datada de 2023, ele teria pedido a Roberta que convidasse um ex-ministro da Previdência para um encontro na Bahia.
Uso do nome em estatais
Outros lobistas mencionados nos registros digitais citam o nome de Lulinha como forma de facilitar contratos em estatais, como a Telebras. Para os investigadores, pagamentos de contas e presentes oferecidos por Roberta Luchsinger funcionariam como moeda de troca para manter acesso ao núcleo do poder.
O que dizem as defesas
Advogados de Lulinha negam qualquer irregularidade, afirmam que as mensagens estão fora de contexto e destacam que quebras de sigilo bancário não apontaram crimes. Eles acrescentam que Lulinha reside na Espanha e atua na iniciativa privada.
A defesa do empresário Cleber Ribas sustenta que os valores repassados a Roberta referem-se a serviços lícitos de consultoria e que sua relação com Lulinha é apenas pessoal.
Posicionamento do presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o filho deve apresentar sua defesa e, se houver comprovação de culpa, responder pelos atos.
Com informações de Gazeta do Povo

