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Cautela de produtores e avanço em Chicago sustentam valorização do milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho encerrou a semana até 13 de agosto com preços mais altos, impulsionados pela menor disposição dos produtores em negociar e pela forte alta registrada na Bolsa de Chicago após a divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Preço médio sobe 1,46%

A cotação média da saca no país alcançou R$ 63,09, avanço de 1,46% em relação aos R$ 62,19 observados no fim da semana anterior. A consultoria Safras & Mercado aponta que a revisão para baixo da produtividade norte-americana e dos estoques finais globais reforçou o viés altista, melhorando a paridade de exportação e reduzindo a pressão vendedora interna.

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Movimento regional dos preços

Entre as principais praças acompanhadas, o comportamento foi o seguinte:

Cascavel (PR): R$ 61,00/saca (estável)

Campinas/CIF (SP): R$ 68,50 (+1,48%)

Mogiana (SP): R$ 63,00 (+1,61%)

Rondonópolis (MT): R$ 60,00 (+7,14%)

Erechim (RS): R$ 70,00 (estável)

Uberlândia (MG): R$ 61,00 (+1,67%)

Rio Verde (GO): R$ 58,00 (estável)

As diferenças regionais refletem oferta local, demanda, logística e alternativas de comercialização.

Impacto externo: USDA e tensões no Mar Negro

Em Chicago, os contratos de milho subiram de forma expressiva após o USDA cortar projeções de produtividade nos Estados Unidos e reduzir estoques domésticos e globais. O cenário foi reforçado pelo aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia no Mar Negro, que elevou o risco logístico para o escoamento de grãos da região.

Com a valorização internacional, compradores internacionais passaram a considerar origem alternativa, o que favorece a competitividade do milho brasileiro.

Exportações ganham tração

Safras & Mercado projeta embarque de pelo menos 5,2 milhões de toneladas de milho pelo Brasil em agosto. O ritmo pode crescer nos próximos meses, dependendo da evolução do conflito no Leste Europeu.

Dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, nos cinco primeiros dias úteis de agosto, foram exportadas 1,183 milhão de toneladas, gerando receita de US$ 286,594 milhões (média diária de US$ 57,318 milhões). O preço médio ficou em US$ 242,10 por tonelada, valor 22,3% superior ao de agosto de 2025. Já o volume médio diário caiu 27,4% e a receita recuou 11,2% na mesma comparação.

Oferta interna x demanda doméstica

No curto prazo, o equilíbrio entre uma oferta interna ainda elevada e a cautela dos consumidores em antecipar compras deve continuar balizando as cotações. Ao mesmo tempo, a abertura de janelas mais favoráveis para exportação reduz a pressão dos produtores por novas vendas no mercado interno.

Segundo analistas, o comportamento dos preços seguirá atrelado aos próximos relatórios do USDA, ao desempenho dos contratos em Chicago, ao ritmo dos embarques brasileiros e às incertezas logísticas no Mar Negro.

Com informações de Portal do Agronegócio

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