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Serviços retomam fôlego em julho, mas varejo registra segunda queda seguida, mostra IGet Getnet/Santander

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O Índice Getnet (IGet) indicou recuperação parcial da atividade de serviços em julho de 2026, ao mesmo tempo em que o comércio varejista aprofundou sinais de desaceleração. Elaborado pela Getnet em parceria com o Santander, o levantamento acompanha transações eletrônicas e evidencia o impacto dos juros elevados, da redução de estímulos fiscais e do consumo mais fraco das famílias.

Setor de serviços avança 2,8% no mês

O IGet Serviços subiu 2,8% em relação a junho, recuperando parte da forte retração registrada no mês anterior. Apesar da alta, o indicador acumula queda de 3,4% frente a julho de 2025. As principais contribuições positivas vieram de atividades voltadas às famílias:

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  • Alojamento e alimentação: +2,9%;
  • Outros serviços às famílias: +3,1%.

Varejo mantém trajetória de recuo

No comércio, o IGet Varejo Ampliado caiu 0,1% ante junho, sinalizando a segunda retração seguida. O varejo restrito, que exclui veículos e materiais de construção, encolheu 1,5% no mesmo período. Na comparação anual, os resultados continuam negativos:

  • Varejo ampliado: -2,2%;
  • Varejo restrito: -9,5%.

Segmentos que mais perderam e ganharam força

Entre os grupos que pressionaram o varejo em julho destacam-se:

  • Móveis e eletrodomésticos: -4,4%;
  • Outros artigos de uso pessoal: -2,1%;
  • Supermercados: -1,0%.

Alguns setores, porém, registraram desempenho positivo no período:

  • Automóveis, partes e peças: +2,0%;
  • Artigos farmacêuticos: +1,9%;
  • Combustíveis: +1,7%;
  • Materiais de construção: +0,9%;
  • Vestuário: +0,4%.

Juros e menor impulso fiscal freiam atividade

Os economistas responsáveis pelo IGet avaliam que a política monetária restritiva, somada ao recuo do impulso fiscal observado desde o primeiro trimestre de 2026, continuará limitando o ritmo da economia nos próximos meses. Embora o mercado de trabalho permaneça relativamente aquecido, esse fator não tem compensado o impacto do crédito mais caro sobre o consumo.

Com informações de Portal do Agronegócio

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