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Espanha e Marrocos disputam sede da final da Copa do Mundo de 2030

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A escolha do estádio que receberá a decisão da Copa do Mundo de 2030 ainda não foi definida pela Fifa. Espanha e Marrocos movimentam-se nos bastidores para garantir o direito de sediar a final do torneio, que será realizado, de forma inédita, em seis países: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Distribuição dos jogos

A candidatura conjunta foi aprovada pela Fifa em dezembro de 2024. O plano estabelece que os três primeiros jogos ocorram na América do Sul, em homenagem ao centenário do Mundial de 1930. As outras 101 partidas serão disputadas em 11 estádios espanhóis, seis marroquinos e três portugueses.

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Favorito espanhol: Santiago Bernabéu

Santiago Bernabéu, em Madri, é o nome defendido pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Reformado recentemente ao custo estimado de R$ 4,8 bilhões, o estádio do Real Madrid passou a comportar cerca de 84 mil torcedores e ganhou infraestrutura modernizada. O local já recebeu a final da Copa de 1982, além de decisões de Eurocopa, Liga dos Campeões e Libertadores.

A ministra da Educação, Formação Profissional e Desporto da Espanha, Milagros Tolón, declarou que o governo trabalhará para que a final seja disputada no país e minimizou rumores sobre uma escolha marroquina: “Não há nada oficial”, afirmou.

Aposta marroquina: Estádio Hassan II

No lado africano, o projeto do Estádio Hassan II, em Benslimane, é a principal cartada. Anunciada em outubro de 2023, a arena terá capacidade para 115 mil espectadores, investimento de aproximadamente R$ 2,4 bilhões e conclusão prevista para o fim de 2027. O governo marroquino destinou ainda 1 bilhão de euros para infraestrutura ligada ao complexo.

O diretor-geral da Agência Nacional de Equipamentos Públicos do Marrocos (ANEP), Soussi Yassir, declarou ao jornal AS: “Queremos a final. Para muitos, o Bernabéu é a catedral do futebol, mas já está construído. O Hassan II é novo; podemos adaptá-lo a tudo que a Fifa pedir”.

Articulação política

A estratégia marroquina integra um plano liderado pelo rei Mohammed VI para transformar o país em potência futebolística. O presidente da federação local, Fouzi Lekjaa, que também ocupa cargo de ministro, mantém contato direto com o monarca, fator visto como vantagem na negociação com a Fifa.

Do lado espanhol, pesa a relação entre Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e Gianni Infantino, presidente da Fifa. A proximidade foi reforçada durante discussões sobre o novo formato do Mundial de Clubes, o que pode favorecer o Bernabéu.

De acordo com fontes citadas pelo The Athletic, a entidade tende a priorizar estádios onde tenha maior controle operacional. Esse critério fortalece o Estádio Hassan II, mas a influência política espanhola mantém o Santiago Bernabéu como forte candidato. A decisão final deverá ser anunciada pela Fifa nos próximos anos.

Com informações de Exame

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