WASHINGTON (23/7) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que colocará o Irã no centro da responsabilidade por novos ataques realizados pelos rebeldes houthis, do Iêmen, contra embarcações da Arábia Saudita no Mar Vermelho.
“Se isso voltar a acontecer, os EUA responsabilizarão o Irã, já que os houthis são seu representante. Uma punição militar severa será aplicada tanto ao Irã quanto aos próprios houthis”, declarou o mandatário em mensagem divulgada nas redes sociais. Trump disse ainda estar “muito decepcionado” com o grupo iemenita, que, segundo ele, vinha agindo “com profissionalismo e inteligência” até o recente incidente.
Bombardeio a dois petroleiros
Na quarta-feira (22/7), os houthis anunciaram ter atingido dois petroleiros sauditas – Encelia e Layla – que teriam tentado romper um bloqueio marítimo imposto pelo movimento rebelde. De acordo com o porta-voz Yahya Saree, os disparos foram “precisos” e provocaram um grande incêndio nas embarcações.
Bloqueio e histórico do conflito
O bloqueio foi decretado na segunda-feira (20/7) como resposta à campanha aérea conduzida pela Arábia Saudita contra o Iêmen. Desde 2014, os houthis controlam áreas estratégicas do país, incluindo trechos da costa do Estreito de Bab el-Mandeb, importante corredor que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico. O estreito vinha sendo usado por Riad para driblar o Estreito de Ormuz e manter a exportação de petróleo.
Aliados a Teerã, os houthis integram o chamado “Eixo da Resistência” no Oriente Médio, que também reúne grupos como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano. Para Washington, o Irã exerce influência decisiva sobre essas organizações, o que sustenta a ameaça de retaliação anunciada por Trump.
Com informações de Metrópoles

