O Partido dos Trabalhadores (PT) definiu nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, o deputado federal Patrus Ananias (MG) como candidato da sigla ao governo de Minas Gerais. A decisão encerra semanas de indefinição e garante ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um palanque próprio no segundo maior colégio eleitoral do país.
Impasse resolvido após desistência de outras alternativas
A escolha foi anunciada depois que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, optou por disputar uma vaga no Senado e se retirou da corrida pelo Palácio Tiradentes. Antes disso, o PT tentou construir uma aliança em torno do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), mas as conversas não evoluíram.
Com a desistência de Campos e o fracasso da negociação com Kalil, a direção nacional passou a defender uma candidatura própria e intensificou as tratativas com Patrus, movimento respaldado por Lula e pela coordenação nacional da campanha petista.
Confirmação ainda depende de conversa com Lula
Embora o diretório nacional tenha batido o martelo, a formalização da candidatura deve ocorrer após um encontro entre Patrus e o presidente Lula, previsto para esta mesma quinta-feira, segundo a rádio CBN Brasil.
Trajetória de Patrus Ananias
Com 74 anos, Patrus é um dos fundadores do PT em Minas. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1996, ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula — período em que coordenou a implantação do Bolsa Família — e ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff. Atualmente exerce mandato de deputado federal pelo estado.
Estado estratégico para a eleição presidencial
Minas Gerais reúne o segundo maior eleitorado do Brasil e costuma funcionar como termômetro nas disputas nacionais. Por isso, ter um candidato próprio no estado era apontado pelo Palácio do Planalto como prioridade para fortalecer a campanha de reeleição de Lula em 2026.
Desgaste interno e divergências
A escolha de Patrus ocorre também em meio a tensões no diretório mineiro. Durante as negociações, Marília Campos defendeu que o PT apoiasse o pré-candidato do MDB, Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte. A proposta foi rejeitada pela executiva nacional. Azevedo ganhou projeção ao apoiar o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016, e mantém críticas ao PT desde então.
Com Patrus confirmado, o partido se prepara para oficializar a candidatura nas convenções partidárias e iniciar a montagem da chapa e de alianças regionais.
Com informações de Gazeta do Povo

