A universitária Maria Fernanda Mendes da Silva, 22 anos, aluna do curso de audiovisual da Universidade de Brasília (UnB), concorre a um prêmio internacional de US$ 20 mil — cerca de R$ 100 mil — que poderá financiar a etapa final do curta-metragem Ainda é Tempo, projeto que assina como roteirista e diretora.
A competição é promovida pela Decentralized Pictures (DCP), organização sem fins lucrativos dedicada a financiar e orientar novos cineastas, em parceria com a cineasta norte-americana Sofia Coppola. Mais de 2 mil diretores de todo o país participam da disputa.
Etapas da seleção
O processo possui duas fases. Inicialmente, o público define os finalistas por meio de voto popular no site da DCP. Na etapa seguinte, a própria Sofia Coppola escolhe o vencedor.
Para votar, é necessário criar conta na plataforma, acessar o projeto, clicar em “Review Project”, depois em “Next” e, por fim, em “Submit”.
Produção brasiliense
Trabalhando no curta há pouco mais de um ano, Maria Fernanda afirma que a ideia do filme surgiu em 2025. A equipe formada para a obra reúne 13 integrantes, dos quais 12 são estudantes da UnB. Para participar do concurso, o grupo produziu uma versão demo do trabalho.
Se conquistar o prêmio, a diretora pretende inscrever Ainda é Tempo no Festival de Brasília, um dos principais eventos do cinema nacional. “Sinto muito orgulho do esforço de toda a equipe. Mesmo se não vencermos, acredito que surgirão outras oportunidades”, disse a estudante, que integra a produtora Ressaca Filmes.
Enredo e público-alvo
Voltado ao público LGBTQIAPN+, o curta acompanha Dona Aura, viúva de 68 anos que redescobre prazeres esquecidos ao reencontrar um antigo amor em uma noite marcada por bebidas, shows de drag e dança. O roteiro foca em relações sáficas, envolvendo mulheres e pessoas não binárias que se atraem por outras mulheres.
Com informações de Metrópoles

