São Paulo, 13 de julho de 2026 – A Arandu Investimentos (ARND3), anteriormente conhecida como Reag Investimentos, protocolou nesta segunda-feira (13) o laudo de avaliação necessário para o registro de sua Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em fato relevante, a empresa informou que a controladora Arandu Partners Holding firmou o segundo aditamento ao contrato de compra e venda celebrado com os antigos controladores, Reag Asset Management e Reag Alpha Fundo de Investimento Financeiro em Ações. O documento ajustou o valor pago pelo bloco de controle para R$ 0,666677 por ação, após a exclusão de componentes contingentes e a redução de montantes direcionados ao pagamento de dívidas de aquisições passadas.
Com a mudança, as condições da OPA foram atualizadas. Os acionistas minoritários poderão optar por:
- Receber R$ 0,666677 por ação, corrigidos pela Selic, quitados à vista na liquidação do leilão; ou
- Receber R$ 1,00 por ação, também corrigidos pela Selic, com pagamento em até 12 meses após a liquidação.
O laudo elaborado pela Técnica Assessoria de Mercado de Capitais e Empresarial estimou o valor econômico da companhia em R$ 0,59 por ação pelo método de fluxo de caixa descontado (FCD), considerado o mais apropriado pela avaliadora. De acordo com a Arandu, as duas alternativas oferecidas superam esse valor.
A divulgação do laudo reabre prazo de 15 dias para eventuais contestações, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações e na Resolução CVM 215.
A OPA foi anunciada após a Arandu Partners adquirir cerca de 87,4% do capital da então Reag Investimentos, em outubro de 2025. Na época, os novos controladores — executivos da própria gestora — manifestaram a intenção de manter a estratégia de gestão de recursos e, posteriormente, promover o fechamento de capital.
Desde a troca de controle, a companhia passou por ampla reorganização societária. O antigo GetNinjas, transformado em Reag Investimentos após aquisição pela gestora, adotou em 2025 a marca Arandu Investimentos durante um processo de reposicionamento institucional que sucedeu as operações Carbono Oculto e Compliance Zero. Segundo o laudo, a mudança buscou consolidar a empresa como holding financeira.
Com informações de Money Times

