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Falta de política nacional faz Brasil desperdiçar talentos revelados na base, aponta levantamento

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A ausência de um programa estruturado para a formação de jogadores impede que a Seleção Brasileira aproveite a geração campeã olímpica de 2020, segundo dados comparativos com outras seleções divulgados nesta segunda-feira (13).

Campeões pouco utilizados

Do grupo que conquistou o ouro nos Jogos de Tóquio, apenas dois atletas, Matheus Cunha e Bruno Guimarães, permanecem no elenco principal da seleção. O técnico daquele título, André Jardine, deixou o país após a vitória e assumiu o modesto Atlético de San Luis, no México. Mais tarde, alcançou status de ídolo no América, onde se tornou tricampeão nacional e o treinador com mais vitórias da história do clube.

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Exemplo espanhol

A vice-campeã Espanha, comandada por Luis de la Fuente na Olimpíada, incorporou oito jogadores da campanha de prata ao grupo que disputa a Copa do Mundo de 2026: Unai Simón, Eric García, Marc Cucurella, Martín Zubimendi, Mikel Merino, Pedri, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal. De la Fuente ainda levou a seleção principal aos títulos da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2023, além de chegar à semifinal do Mundial.

Estrutura faz diferença

Enquanto a Espanha garantiu o ouro olímpico em Paris mesmo sem De la Fuente, países como França e Noruega colhem frutos de projetos nacionais iniciados pelo Estado desde o século passado. Já no Brasil, a extinção de campos de várzea por conta da especulação imobiliária, a limitação de horários para o futebol de praia e o custo de escolinhas privadas reduzem o surgimento espontâneo de novos atletas.

Gestão contestada

Apesar do cenário, dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) seguem sem apresentar plano de captação e desenvolvimento. O cartola Samir Xaud, citado em denúncias, teria se limitado a exibir um relógio de luxo adquirido após assumir cargo na entidade e a financiar viagens particulares com recursos da confederação.

Especialistas defendem que, sem intervenção organizada para descobrir e educar jovens jogadores — tanto técnica quanto intelectualmente —, o país continuará perdendo espaço no cenário internacional.

Com informações de UOL

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