Washington (EUA) – O senador republicano Lindsey Graham, representante da Carolina do Sul desde 2003 e conhecido por defender uma política externa intervencionista, morreu no sábado (data não especificada no texto original) aos 71 anos.
De acordo com nota divulgada pelo gabinete do parlamentar na rede social X, a morte ocorreu em decorrência de “doença breve e repentina”, sem mais detalhes. A emissora NBC informou que equipes de emergência foram acionadas para atender a um caso de parada cardíaca na residência do senador, no bairro de Capitol Hill, na noite de sábado.
Agenda recente
Na sexta-feira anterior ao falecimento, Graham esteve em Kiev, capital da Ucrânia. O senador retornou a Washington com participação confirmada no programa “Meet the Press”, da NBC, marcada para a manhã de domingo.
Repercussão
O ex-presidente Donald Trump, de quem Graham se tornou aliado após anos de divergências, classificou-o como “um verdadeiro patriota americano” em publicação na plataforma Truth Social. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que o senador era “defensor da liberdade”, lembrando que ambos se encontraram duas vezes na última semana. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também lamentou a perda.
Carreira política
Graham ocupava o cargo de senador havia 21 anos. Antes, serviu na Câmara dos Representantes entre 1995 e 2003 e integrou o Legislativo estadual da Carolina do Sul. No Senado, presidiu o Comitê Judiciário de 2019 a 2021 e, mais recentemente, comandou o Comitê de Orçamento.
Em busca do quinto mandato, o republicano disputava a reeleição contra a democrata Annie Andrews. Ele venceu as primárias em 9 de junho e liderava as pesquisas para a votação de novembro. O governador Henry McMaster, também republicano, deverá nomear um substituto temporário; o deputado Joe Wilson desponta como possível indicado.
Atuação internacional
Graham foi um dos mais ativos defensores da Ucrânia no Senado, visitando Kiev dez vezes desde o início da invasão russa. Na semana passada, integrou o grupo bipartidário que anunciou acordo com o governo Trump para reforçar sanções contra Moscou.
Critico histórico do Irã e defensor da segurança de Israel, Graham recebeu homenagens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
Da oposição a Trump à parceria
Durante as primárias de 2016, o senador chegou a chamar Trump de “xenófobo” e “incitador de ódio”, além de ter lançado, sem sucesso, candidatura própria à Casa Branca. Após a eleição do republicano, porém, passou a integrar o núcleo de apoiadores mais próximos do ex-presidente, com quem costumava jogar golfe.
Formação e serviço militar
Lindsey Olin Graham nasceu em Central, Carolina do Sul, em 9 de julho de 1955, filho de Millie e Florence James Graham, proprietários de um bar-restaurante. Primeiro da família a cursar ensino superior, formou-se em Psicologia e Direito pela Universidade da Carolina do Sul.
Advogado da Força Aérea dos Estados Unidos, serviu seis anos e meio na ativa, incluindo passagem pela Base Aérea de Rhein-Main, na Alemanha, entre 1984 e 1988. Posteriormente, integrou a Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul até 1995 e foi convocado para a Guerra do Golfo no início da década de 1990.
O líder da maioria no Senado, John Thune, destacou que Graham “acreditava no poder da América para promover o bem” em mensagem publicada no X. A família do senador agradeceu as manifestações de apoio e pediu privacidade.
Com informações de InfoMoney

