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Carta de Jair Bolsonaro leva PT a pedir fim da prisão domiciliar e gera reação de aliados e pré-candidatos

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O Partido dos Trabalhadores ingressou no sábado (11) com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O pedido foi apresentado horas depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo pai, na qual o ex-presidente o define como “pré-candidato” e “porta-voz”.

Recurso no STF

Assinado pelo vice-líder do governo na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), o documento alega que Bolsonaro “descumpriu deliberadamente” as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao produzir material de conteúdo político-eleitoral durante o período de detenção domiciliar. Segundo o parlamentar, o ex-chefe do Executivo transformou a medida cautelar em instrumento de campanha, com o apoio público do filho.

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Críticas de pré-candidatos

A manifestação de Bolsonaro também foi alvo de adversários de Flávio na disputa presidencial de 2026. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), classificou o episódio como sinal de “extrema fragilidade” da pré-campanha do senador. Já Renan Santos, do partido Missão, considerou a atitude “ridícula” e comparou Flávio a “criança” que recorre ao pai após advertência da madrasta, referência à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Incomodação no núcleo familiar

Michelle Bolsonaro, que participava de um encontro religioso no momento da visita do enteado ao ex-presidente, soube da carta pela internet. Pessoas próximas relatam que ela se sentiu desconfortável e teme que a iniciativa resulte na volta do marido ao regime fechado no Complexo da Papuda.

Reação de aliados

Integrantes do PL criticaram o recurso apresentado pelo PT e lembraram que, em 2018, o então preso Luiz Inácio Lula da Silva divulgou entrevistas e cartas com orientações políticas durante a campanha eleitoral. Para eles, a iniciativa demonstra tratamento desigual entre os dois ex-mandatários.

Até a publicação desta matéria, o STF não havia definido data para analisar o pedido de revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Com informações de G1

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