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Calendário eleitoral esvazia Congresso e adia votações de temas prioritários para depois de outubro

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A proximidade do recesso parlamentar, das convenções partidárias e do início oficial das campanhas deve reduzir o quórum na Câmara dos Deputados e no Senado, empurrando decisões consideradas centrais para depois das eleições municipais de outubro.

Recesso informal

Pela Constituição, o Congresso entra em recesso de 18 a 31 de julho, caso já tenha aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Como a proposta ainda não foi votada, deputados e senadores farão um recesso “informal”, sem convocações de sessões nesse período.

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Calendário que interfere nas atividades legislativas

18 a 31/7: recesso parlamentar;

20/7 a 5/8: convenções partidárias para escolha de candidatos, números nas urnas e coligações, realizadas em níveis nacional, estadual e municipal;

15/8: prazo final para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE);

16/8: liberação da propaganda eleitoral nas ruas e na internet;

28/8 a 1º/10: horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

As sessões devem ser retomadas na primeira semana de agosto, mas o avanço das campanhas costuma dificultar a formação de quórum e inibir debates polêmicos.

Pautas que devem ficar para depois das urnas

Propostas apontadas como prioritárias por governo, oposição ou bancadas independentes tendem a ser analisadas apenas após o primeiro turno. Entre elas estão:

  • Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1;
  • PEC da Segurança Pública;
  • PEC que reduz a maioridade penal;
  • PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias;
  • Projeto que equipara misoginia ao crime de racismo;
  • Regulamentação da exploração de terras raras;
  • Ampliação do teto de faturamento do MEI;
  • Uso de receita extra do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis;
  • Renegociação de dívidas rurais;
  • Indicação do substituto de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do nome de Messias.

Opinião de especialistas

Para o especialista em relações governamentais e ciência política Samuel Oliveira, a partir de julho, em anos eleitorais, parlamentares passam a agir “mais visivelmente” de acordo com os interesses da campanha. “Não é uma virada automática, mas o centro de gravidade muda”, avalia.

O cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), acrescenta que as lideranças evitam pautar matérias que possam gerar desgaste eleitoral. Segundo ele, nesse período aumentam as sessões remotas e ganham espaço projetos de consenso com forte apelo popular.

Com o ritmo legislativo reduzido, temas de alta complexidade ou potencial de conflito devem aguardar um ambiente político menos voltado às urnas.

Com informações de G1

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