O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão com o Irã na manhã de sábado, 11 de julho de 2026, ao afirmar que “mil mísseis estão carregados e apontados” para o país persa e que outros milhares poderão ser disparados em seguida.
A declaração foi publicada na rede Truth Social horas depois do funeral do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro — ação que desencadeou a atual guerra entre Washington e Teerã. Durante a cerimônia, manifestantes exibiram cartazes pedindo a morte de Trump e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O Irã está agora sob o comando do novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei.
Pressão sobre o Estreito de Ormuz
Autoridades norte-americanas exigem que Teerã declare publicamente a abertura do Estreito de Ormuz e garanta a segurança da navegação no corredor marítimo. O governo iraniano resiste, insistindo em manter controle sobre a rota e em cobrar taxas de passagem, alterando um precedente de décadas que trata o estreito como hidrovia internacional.
Escalada militar recente
Nos últimos dias, forças dos EUA realizaram bombardeios contra alvos iranianos, resposta a ataques do Irã a três navios na região. Teerã retaliou disparando contra outros países do Oriente Médio.
Cessar-fogo encerrado, negociações mantidas
Na sexta-feira, 10 de julho, Trump anunciou o fim do cessar-fogo, mas afirmou que os Estados Unidos continuarão participando de conversas diplomáticas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, viajou a Omã para novas rodadas de negociação no sábado.
Nuclear no centro do impasse
Fontes do governo norte-americano, em condição de anonimato, disseram que qualquer pacto sobre o programa atômico iraniano exigirá a entrega do estoque de urânio altamente enriquecido do país — demanda rejeitada repetidamente por Teerã. Segundo essas autoridades, Washington dispõe de “opções militares” para garantir que o material permaneça enterrado, caso não haja acordo. Os EUA também condicionam um eventual tratado nuclear ao fim dos ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz.
Com a retórica mais dura de Trump e a resistência iraniana, a crise no Oriente Médio segue sem perspectiva imediata de solução.
Com informações de Money Times

