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Preço do arroz reage no Brasil, mas ajuste entre oferta e demanda avança lentamente

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O mercado brasileiro de arroz dá sinais de recuperação após a colheita, mas o equilíbrio entre oferta e demanda ainda ocorre em ritmo moderado. Segundo levantamento da Safras & Mercado, os valores no país permanecem abaixo do necessário para recompor a rentabilidade dos produtores, apesar da recente alta nas cotações.

Preços sobem de forma gradual no Rio Grande do Sul

Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul – principal polo produtor –, negócios com arroz em casca são fechados entre R$ 57 e R$ 60 por saca de 50 quilos. Para lotes de arroz nobre, as negociações se aproximam de R$ 60, indicando maior firmeza nas referências.

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Dados consolidados na quinta-feira (10/07/2026) mostram a saca de 50 quilos (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) negociada a R$ 61,09, avanço de 0,73% em sete dias e de 3,54% frente ao mês anterior. Em relação a igual período de 2025, contudo, o produto acumula queda de 8,69%.

Exportações sustentam as cotações

O comércio externo segue como principal fator de suporte, retirando excedentes do mercado interno. A consultoria projeta que os embarques continuarão determinando o ritmo de valorização no segundo semestre, embora a recente apreciação do real – com o dólar em torno de R$ 5,10 – reduza a competitividade brasileira.

Para acelerar o ajuste dos estoques domésticos, analistas estimam a necessidade de exportar cerca de 2 milhões de toneladas adicionais. “O desempenho das exportações será decisivo para o reequilíbrio do mercado ao longo do semestre”, afirma o consultor Evandro Oliveira.

Perspectivas

A expectativa é de que os preços mantenham trajetória de alta gradual nos próximos meses, condicionados ao câmbio, à velocidade das vendas externas e ao escoamento dos estoques remanescentes. Mesmo com a redução da oferta disponível, a recuperação completa das margens do produtor ainda tende a ocorrer de forma lenta.

Com informações de Portal do Agronegócio

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