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STF contesta decisão italiana e afirma ausência de suspeição de Moraes no caso Zambelli

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A Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, em 12 de junho de 2026, nota oficial em resposta à Justiça italiana, que negou a extradição da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sob alegação de parcialidade do ministro Alexandre de Moraes. O pronunciamento, assinado pelo presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, sustenta que todo o processo transcorreu “em estrita observância à Constituição, ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa”.

Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a dez anos de prisão pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi recebida por unanimidade, assim como a sentença condenatória, que contou com os votos de Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Na mesma oportunidade, o colegiado rejeitou questionamentos sobre a suspeição do relator.

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STF aponta respaldo legal

A nota frisa que, de acordo com o Código de Processo Penal (artigo 256), não se reconhece suspeição quando a própria parte cria o motivo. O STF lembra ainda que a Corte “vem atuando com marcante deferência” a Estados estrangeiros ao avaliar pedidos de extradição, e considera “com preocupação” a decisão italiana, entendida como juízo sobre a independência do Judiciário brasileiro.

Contexto do processo

O caso envolve a inserção, no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de falsa ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. A autoria foi atribuída a Carla Zambelli, que deixou o país antes da conclusão do julgamento. O Brasil requereu sua extradição com base em tratado bilateral em vigor, pedido rejeitado pela Justiça da Itália.

O STF encerra a nota ressaltando o “dever constitucional irrenunciável” de defender a jurisdição brasileira e a autoridade das decisões judiciais.

Com informações de Metropoles

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