Palmas (TO) – O ex-governador Mauro Carlesse comunicou, nesta sexta-feira, 12, a retirada de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão ocorre em meio ao rearranjo de forças entre PT e PSD no Tocantins, que alterou a configuração das chapas majoritárias no estado.
Redefinição do cenário eleitoral
A recente aproximação entre as duas siglas passou a concentrar apoios em torno de nomes como Kátia Abreu (PP) e Irajá Abreu (PSD), movimento que reduziu o espaço para outras postulações. Diante do novo quadro, Carlesse optou por rever seus planos e deixar a disputa.
Nota oficial
Em comunicado divulgado à imprensa, o político afirmou ter tomado a decisão após “reflexão conjunta” com correligionários. Ele disse que as “condições atuais seguem direção diferente” daquela prevista no lançamento de sua pré-candidatura. Carlesse ressaltou que continuará atuando politicamente no Tocantins e declarou manter “respeito integral” às estratégias traçadas pelo partido.
Efeito dominó nas pré-campanhas
A saída de Carlesse expõe a volatilidade da pré-campanha local. Com acordos antecipados entre grandes legendas, lideranças sem apoio das cúpulas partidárias veem diminuir o espaço para projetos individuais, reforçando a tendência de polarização em torno de blocos com maior tempo de rádio e TV.
Carlesse encerrou a nota afirmando que o “futuro do Tocantins deve estar acima de interesses pessoais” e colocou-se à disposição do partido para os próximos passos.
Com informações de Atitude Tocantins

