O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que os R$ 881,6 milhões que a legenda receberá do Fundo Especial de Financiamento de Campanha não serão suficientes para custear todas as disputas eleitorais de 2024.
Segundo o dirigente, o partido pretende buscar cerca de R$ 300 milhões em contribuições de pessoas físicas para complementar o caixa, já que doações de empresas estão proibidas desde 2018. “Temos que arrecadar, senão teremos problema”, declarou.
Meta de arrecadação
Valdemar lembrou que, em 2022, o então presidente Jair Bolsonaro conseguiu R$ 90 milhões em doações individuais e disse esperar ter sucesso semelhante. Ele comparou a extensão do país às dimensões de países europeus ao justificar o alto custo das campanhas: “Pernambuco é uma Portugal, o Ceará é uma Espanha e o Brasil é um continente”.
Distribuição do fundo
O comandante do PL afirmou que dividirá o fundão de forma proporcional entre os candidatos. Deputados federais que buscarão a reeleição devem receber o teto de gastos estimado pelo partido em cerca de R$ 3,6 milhões.
Para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto, Valdemar informou que pretende destinar aproximadamente R$ 80 milhões, valor inferior ao teto estimado em mais de R$ 130 milhões.
Ele ressaltou que o foco será fortalecer as chapas estaduais: “Se você não ajuda a chapa embaixo, não elege em cima, porque é a soma dos votos da chapa em cada estado. Se você dá o teto lá em cima e dá menos embaixo, não faz legenda”.
Com informações de Metrópoles

