A SpaceX pretende abrir capital com valor de mercado estimado em US$ 1,75 trilhão, quantia que pode transformar a operação no maior IPO já registrado. A companhia de Elon Musk planeja negociar suas ações sob o código SPCX e destinar até 30% dos papéis ofertados – cerca de US$ 22,5 bilhões – a investidores de varejo, percentual incomum em ofertas desse porte.
Demanda acima da oferta
Segundo documentos distribuídos a corretoras, a procura pelas ações já é o dobro da quantidade disponível. Apesar disso, a empresa informa que não prevê geração de lucro no curto prazo.
Como participar
Para entrar na oferta, o investidor precisa ter conta em corretoras habilitadas e atender às exigências de cada plataforma. A Fidelity, por exemplo, reduziu o aporte mínimo de US$ 500 mil para US$ 2 mil. Já Robinhood, SoFi e E*Trade não estipulam valor mínimo.
Corretoras alertam contra o flipping – venda imediata após a estreia das ações. Quem vender nas primeiras semanas pode ficar impedido de participar de futuras ofertas públicas.
Mercados habilitados
Os papéis serão oferecidos simultaneamente em vários países, inclusive no Brasil. Também terão acesso investidores da Argentina, México, Índia, Reino Unido, Austrália, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Coreia do Sul e membros do Espaço Econômico Europeu. As regras de participação dependem da legislação local e, em alguns mercados europeus, da aprovação do prospecto pelas autoridades competentes.
Negociação pós-IPO e alternativas
Quem não obtiver ações na distribuição inicial poderá comprá-las quando começarem a ser negociadas em bolsa. Analistas consultados pela Reuters alertam para possível volatilidade nos primeiros pregões, cenário comum em operações muito disputadas. Outra opção é investir em fundos ou índices que venham a incluir os papéis da SpaceX.
Avaliação elevada e riscos
Especialistas lembram que a precificação prevista equivale a aproximadamente 110 vezes a receita dos últimos 12 meses, exigindo forte expansão para justificar o valor. O setor aeroespacial requer altos investimentos em infraestrutura, lançamentos de foguetes e ampliação de constelações de satélites, além de estar sujeito a mudanças regulatórias ou atrasos operacionais.
Por não projetar lucro no curto prazo, a SpaceX também não deverá cumprir, tão cedo, os critérios para integrar o índice S&P 500. Analistas acrescentam que a oferta de outras empresas de tecnologia, como as voltadas à inteligência artificial, e o fim de períodos de bloqueio de ações de funcionários da SpaceX podem aumentar a pressão sobre a cotação após a listagem.
Não há data oficial para a estreia, mas as corretoras já coletam manifestações de interesse de investidores de diferentes perfis.
Com informações de Olhar Digital

