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EUA incluem PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas a partir de 5 de junho

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Os Estados Unidos passam a classificar oficialmente, a partir desta sexta-feira (5), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A designação amplia o alcance de sanções financeiras e pressiona empresas que operam no Brasil a reforçar mecanismos de prevenção contra lavagem de dinheiro.

Sanções mais severas

A categoria de terrorismo confere às autoridades norte-americanas poderes para rastrear fluxos financeiros em escala global. Pessoas físicas ou jurídicas com qualquer ligação, mesmo indireta, com as facções podem ter contas bloqueadas, transações em dólares suspensas e acesso restrito ao sistema bancário internacional.

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Impacto nas empresas brasileiras

Companhias instaladas no Brasil — sobretudo dos ramos de logística, transporte, construção civil e combustíveis, apontados como vulneráveis à lavagem de dinheiro — precisarão revisar políticas de compliance. Bancos estrangeiros e parceiros comerciais tendem a romper relações ao menor indício de risco para evitar multas aplicadas pelo governo dos EUA.

Pressão por maior controle interno

Especialistas avaliam que a medida externa pode estimular o fortalecimento de controles estatais e privados no país, reduzindo a influência do crime organizado sobre a economia formal e afastando o risco de o Brasil evoluir para um “narcoestado”.

Cooperação entre Brasil e EUA

Órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Polícia Federal deverão responder com mais rapidez a solicitações de informação vindas de agências norte-americanas. A expectativa é de que a troca de dados foque no bloqueio de recursos das facções, além das ações policiais já existentes.

Possíveis mudanças na legislação nacional

No Congresso Nacional tramita proposta que inclui grupos criminosos na Lei Antiterrorismo. A diferença entre as normas brasileiras e norte-americanas pode gerar custos extras para empresas exportadoras ou dependentes do mercado financeiro internacional, levando o próprio setor privado a defender regras mais rígidas.

A pressão imposta pelos EUA entra em vigor imediatamente, marcando nova fase na cooperação internacional contra o crime organizado e elevando o nível de atenção do mercado brasileiro a práticas de integridade corporativa.

Com informações de Gazeta do Povo

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