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Vereador investigado por compra de votos deixa Câmara de moto após ser questionado no Paraná

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Francisco Alves (PR) – O vereador Devair Porto Santos, conhecido como “Cutuca”, saiu às pressas da Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (5) depois de ser abordado por uma equipe da GloboNews sobre denúncias de compra de votos na eleição de 2024. “Vou em casa e já volto”, disse ele antes de colocar o capacete, subir na motocicleta e deixar o local sem dar explicações.

Cutuca é um dos sete dos nove vereadores eleitos que tiveram o mandato cassado pela Justiça Eleitoral em 2026 por suspeita de distribuir vales-combustível a eleitores. Apesar da decisão, todos permanecem no cargo enquanto aguardam o julgamento de recursos.

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Esquema de distribuição de combustível

Investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” usou poder econômico para atrair votos por meio de cupons que garantiam cinco ou dez litros de gasolina ou álcool. O material era trocado em um posto localizado a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade.

Na véspera do pleito de 2024, a polícia apreendeu notas fiscais e pedaços de papel que funcionavam como vales. Apenas em setembro daquele ano, o MP-PR estima a liberação de 2.100 litros de combustível.

Além de documentos físicos, promotores recolheram mensagens de celular da então candidata derrotada Maria Aparecida da Silva, a Cida, nas quais ela prometia aos apoiadores “o negócio lá para vocês pegarem a gasolina”.

Reações na Câmara

Ao serem questionados sobre o caso, outros parlamentares também evitaram falar. A vereadora Célia declarou que só comentaria com a presença de advogado, enquanto o vereador Miguel limitou-se a dizer que “nada tinha a declarar” antes de sair. O presidente da Casa, vereador Cioni, único a conceder entrevista formal, foi igualmente condenado, mas nega envolvimento.

Para o promotor Filipe Rocha e Silva, a gravidade da prática está na substituição do debate de propostas pelo uso de benefícios econômicos. “Quando o voto é trocado pelo abastecimento de um veículo, compromete-se todo o sistema e o futuro do município”, afirmou.

Com informações de G1

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