O Banco Central (BC) informou que, mesmo após a transferência de R$ 5,7 bilhões ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para financiar o programa Desenrola 2.0, ainda restam aproximadamente R$ 4,9 bilhões em valores esquecidos que podem ser resgatados por clientes de instituições financeiras.
Recursos destinados ao Desenrola 2.0
De acordo com o Ministério da Fazenda, os R$ 5,7 bilhões já enviados ao FGO serão usados como garantia em renegociações de dívidas, reduzindo o risco de inadimplência para os bancos participantes do programa. O governo havia anunciado, no início de maio, que entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões do Sistema de Valores a Receber (SVR) poderiam ser realocados para a nova fase do Desenrola.
Montante disponível para saque
Levantamento realizado em março pelo BC apontava um total de R$ 10,6 bilhões abandonados em contas bancárias. Desse montante:
- R$ 8,13 bilhões pertencem a 45,3 milhões de pessoas físicas;
- R$ 2,43 bilhões são de pouco mais de 5 milhões de empresas.
Com a transferência já efetuada ao FGO, permanecem próximos de R$ 4,9 bilhões acessíveis para retirada pelos titulares.
Edital e contestação
O governo prepara um edital de chamamento público que dará 30 dias corridos para que correntistas contestem a movimentação dos valores encaminhados ao FGO. Quem não se manifestar dentro do prazo terá o recurso incorporado definitivamente ao fundo.
Como consultar e solicitar o dinheiro
A checagem e o pedido de devolução são realizados exclusivamente pelo site valoresareceber.bcb.gov.br. Para receber, é obrigatório informar uma chave PIX. Caso o usuário não disponha de uma, deve contatar a instituição financeira para combinar outra forma de pagamento ou registrar uma chave e retornar ao sistema.
No caso de herdeiros, inventariantes ou representantes legais, é necessário preencher um termo de responsabilidade antes de procurar a instituição onde o dinheiro está disponível.
Solicitação automática
Desde maio de 2023, pessoas físicas com conta gov.br de nível prata ou ouro e verificação em duas etapas podem habilitar a solicitação automática de saque. A funcionalidade exige chave PIX vinculada ao CPF e dispensa consultas periódicas ao SVR. Instituições que não aderiram à devolução via PIX ainda exigem solicitação manual, inclusive para contas conjuntas.
Reforço na segurança
Em fevereiro, o BC ampliou a autenticação em duas etapas para o acesso ao SVR, medida que exige validação facial pelo aplicativo gov.br. O órgão ressalta que não envia mensagens ou faz ligações pedindo senhas ou dados pessoais.
Os cidadãos podem continuar consultando o Sistema de Valores a Receber a qualquer momento; o edital do Desenrola 2.0 trará orientações específicas apenas para a fatia de recursos já transferida ao FGO.
Com informações de G1

