O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), cobrou novamente nesta terça-feira, 19 de maio, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) dê explicações públicas sobre diálogos mantidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Durante visita à feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em São Paulo, Caiado afirmou que a eleição de 2026 deverá avaliar a capacidade dos postulantes de conduzir o país. Para ele, o Brasil “precisa de um presidente com autoridade moral e independência intelectual”. Sem mencionar diretamente o aliado, ressaltou que “quem tem problemas deve se explicar”.
Antecedentes do caso
As conversas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro vieram a público em 13 de maio, após publicação do site Intercept Brasil. Segundo a reportagem, o senador solicitou recursos ao banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Documentos e trocas de mensagens indicam pagamento de pelo menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) para o projeto. Vorcaro está preso e é investigado por fraudes bilionárias no sistema financeiro.
Flávio confirmou a existência dos diálogos, mas nega irregularidades. Caiado, que já havia solicitado explicações em entrevistas concedidas nos dias 13 e 14 de maio, reiterou que o impacto eleitoral dependerá da clareza das justificativas apresentadas pelo senador.
“Quarenta anos de vida pública”
Ao defender sua própria pré-candidatura, Caiado destacou seus “quarenta anos de vida pública” e disse nunca ter sido associado a “negociatas ou qualquer tipo de patifaria”. Ele também argumentou que casos individuais não devem contaminar toda a direita, mas reforçou que nenhum detentor de mandato pode se considerar acima da lei.
Repercussão entre outros pré-candidatos
Integrantes de partidos da mesma ala ideológica aproveitaram o episódio para criticar Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema classificou o pedido de recursos a Vorcaro como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”. Já Renan Santos (Missão) disse que os indícios contra o senador vinham sendo “evidentes” nos últimos anos.
Caiado reafirmou que a oposição deve chegar unida a um eventual segundo turno contra o PT, apesar de eventuais problemas enfrentados por cada pré-candidato individualmente.
Com informações de G1

