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Eleição para comando do Senado só acontece em 2027, mas corrida já agita Brasília

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A eleição para a presidência do Senado Federal está marcada para 1º de fevereiro de 2027, ainda distante 266 dias do domingo de 10 de maio de 2026, mas as articulações políticas em torno do cargo já se intensificaram na capital federal.

Alcolumbre tenta manter o posto

Atual ocupante da cadeira, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) foi eleito para o biênio 2025-2027 em 1º de fevereiro de 2025, sucedendo Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e retornando ao comando que exerceu entre 2019 e 2021. Amparado por uma aliança que reuniu o governo Lula, siglas do Centrão e até partidos de oposição como o PL, Alcolumbre parte como favorito à reeleição.

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Nos bastidores, o senador tem reiterado sua força. Em declarações recentes, enviou recado ao Palácio do Planalto: “Quem manda no Senado sou eu”.

Poderes do presidente do Senado

Além de chefiar a Casa por dois anos, o presidente do Senado também preside o Congresso Nacional, convoca sessões conjuntas de deputados e senadores para análise de vetos presidenciais e ocupa o terceiro lugar na linha sucessória da Presidência da República, atrás do vice-presidente e do presidente da Câmara.

Indicações sob escrutínio

A indicação de autoridades — como ministros de tribunais superiores e diretores de agências reguladoras — começa pelo Senado. O presidente da República envia o nome ao presidente da Casa, que decide quando encaminhar o processo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para sabatina. Depois, a votação ocorre no plenário.

Em 29 de abril deste ano, o plenário impôs derrota histórica ao governo ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a primeira vez desde 1894 que uma indicação ao STF foi barrada pelos senadores.

Pedidos de impeachment e CPIs

Cabe ainda ao presidente do Senado acolher ou arquivar pedidos de impeachment contra ministros do STF, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União. Entre 2023 e 2026, chegaram à Casa 57 representações envolvendo 72 autoridades. O ministro Alexandre de Moraes lidera a lista, alvo de 30 solicitações, seguido por Dias Toffoli e Gilmar Mendes, cada um com nove.

Para que Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) comecem a funcionar, os requerimentos precisam ser lidos em plenário pelo presidente do Senado. Diferentemente da Câmara, o Senado não limita o número de CPIs simultâneas. Estão na fila pedidos para investigar o Banco Master — um no Senado e outro no Congresso Nacional — e propostas de apuração sobre relações entre ministros do STF e o empresário Daniel Vorcaro.

Com um leque de atribuições que vai da definição da pauta de votações à condução de temas sensíveis, o comando do Senado concentra poderes que explicam por que, a quase nove meses da eleição interna, a disputa já começou.

Com informações de G1

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