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PF e PGR unificam análise de delações sobre fraudes no INSS após impasse com Camisotti

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A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República passaram a conduzir juntas a avaliação de propostas de colaboração premiada ligadas ao inquérito que apura a chamada “Farra do INSS”. A decisão foi tomada depois de problemas detectados no acordo firmado entre a PF e o empresário Maurício Camisotti, apontado como beneficiário do esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo investigadores, o primeiro termo negociado com Camisotti não tinha validade jurídica para ser homologado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante das inconsistências apontadas pela PGR, o acordo precisou ser refeito e as tratativas foram retomadas com participação simultânea dos dois órgãos.

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Novas delações em análise

Além da renegociação com Camisotti, PF e PGR agora avaliam duas outras propostas de colaboração:

  • Virgilio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;
  • André Fidelis, ex-diretor de Benefícios da autarquia.

Ambos já entregaram anexos e, de acordo com fontes envolvidas no caso, admitiram participação em crimes relacionados ao esquema.

Modelo segue caso Banco Master

O procedimento conjunto de PF e PGR repete o adotado no inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master. Na investigação sobre a instituição financeira, a defesa do controlador Daniel Vorcaro apresentou proposta de delação que está sendo examinada simultaneamente pelos dois órgãos.

Com a atuação coordenada, a expectativa de investigadores é reduzir o risco de nulidades e dar maior segurança jurídica aos acordos antes de eventual submissão ao Supremo.

Com informações de Metrópoles

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