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Elevadorista morre após agressão de guardas em baile de Botafogo, no Rio, em 1947

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Rio de Janeiro – O elevadorista Manuel do Nascimento, funcionário de um prédio situado atrás da Escola de Belas Artes, morreu no sábado anterior a 11 de maio de 1947 depois de ser agredido por guardas e levado a um distrito policial, segundo relato publicado à época pelo jornalista Odylo Costa, filho, no Diário de Notícias.

De acordo com o texto, Nascimento havia consumido bebida alcoólica e tentou entrar em um baile em Botafogo. Impedido de participar da festa – versão que varia entre falta de associação ao clube e possível discriminação racial –, ele acabou retirado do local por guardas convocados pelos organizadores.

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Testemunhas afirmaram que o trabalhador, conhecido pela postura alegre e conversas com passageiros do elevador que operava, foi espancado durante a abordagem e permaneceu sob custódia até chegar ao distrito, onde morreu. No necrotério, teria sido observada a marca de uma botina no peito da vítima, indício de violência física.

O autor da crônica, publicada em 11 de maio de 1947 sob o título “Pavana para um preto defunto”, questionou a atuação policial e defendeu investigação sobre o caso. Não há registro de inquérito concluído nem confirmação oficial sobre as circunstâncias exatas da morte.

Manuel do Nascimento era conhecido no edifício onde trabalhava pelo bom humor e pelas conversas com frequentadores. Ele tinha o hábito de pedir votos a conhecidos, embora nunca tenha sido candidato. Amigos relataram que, mesmo ferido, o elevadorista ainda sorriu e entregou relógio e dinheiro à esposa ao chegar à delegacia.

O caso levantou debates sobre abuso de autoridade e preconceito racial no período, mas não houve pronunciamento formal de autoridades ou partidos políticos mencionado na crônica.

Com informações de Metrópoles

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