A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia defendeu, nesta sexta-feira (24), a criação de “brigadas eleitorais” para garantir a segurança de mulheres que disputarem cargos políticos em 2026. A proposta foi apresentada durante a aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, cujo tema foi “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.
Segundo a ministra, o modelo seria inspirado nas brigadas Maria da Penha, acionadas quando há risco iminente de violência doméstica. “Se não criarmos essas brigadas, teremos cada vez mais violência sendo praticada”, afirmou.
Experiência à frente do TSE
Cármen Lúcia lembrou que presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições municipais de 2024 e que, com base nessa experiência, considera urgente estruturar mecanismos de proteção para candidatas. Ela deixou o comando da Corte Eleitoral em 14 de abril, quando o ministro Nunes Marques assumiu o cargo.
Ao comentar o último pleito, a magistrada avaliou que o processo transcorreu de forma pacífica e transparente. “Os eleitores foram votar, cumpriram seu papel e, à noite, divulguei o resultado. É essa paz democrática que buscamos”, declarou.
As brigadas sugeridas por Cármen Lúcia ainda não têm formato definido, mas a expectativa, segundo a ministra, é de que atuem preventivamente e sejam acionadas de imediato diante de qualquer ameaça a candidatas.
Com informações de G1

