Goiânia — O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta sexta-feira (24) que discutir o fim da escala de trabalho 6×1 em ano eleitoral é “populismo puro”. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Bandeirantes, na capital goiana.
Críticas à proposta de jornada
Quatro projetos sobre o tema tramitam no Congresso Nacional, incluindo um encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Zema, a discussão deveria ocorrer “fora do período eleitoral”. O político defende um modelo de contratação por horas, semelhante ao adotado nos Estados Unidos, permitindo acordos semanais de 20 a 50 horas, conforme escolha de empregados e empregadores.
Ataques ao Supremo Tribunal Federal
Durante a entrevista, Zema também fez ataques diretos ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele vinculou a Corte ao escândalo que levou à liquidação do Banco Master, citando a suspeita de fraudes envolvendo a instituição. O ex-governador mirou principalmente o ministro Gilmar Mendes, com quem vem trocando acusações públicas, e ainda mencionou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, chamando os três de “frutas podres”.
Segundo Zema, Mendes teria favorecido o médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro, ao conceder liberdade em 2009. Para o pré-candidato, essa decisão demonstra “falta de discernimento” do magistrado.
Propostas para o STF
Caso eleito, Zema afirmou que proporá idade mínima de 60 anos para nomeação de ministros do Supremo, mantendo o limite atual de 75 anos para aposentadoria. Ele também pretende extinguir decisões monocráticas, argumentando que “uma canetada” de um magistrado não pode anular votações da Câmara dos Deputados.
Até a última atualização desta reportagem, o STF não havia se manifestado sobre as declarações.
Com informações de G1

