','

'); } ?>

Relatório da CPI do Crime Organizado recomenda indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República

Publicidade

Brasília – O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicita o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Instalada para apurar a atuação de organizações criminosas, a comissão encerra seus trabalhos nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, quando os senadores votarão o texto. Vieira alega que as quatro autoridades dificultaram investigações conduzidas pela CPI, motivo pelo qual incluiu seus nomes no documento.

Publicidade

No Senado, a iniciativa divide opiniões. Aliados do relator elogiam a postura, considerando-a um enfrentamento necessário ao que chamam de “interferência” do Judiciário. Parlamentares críticos afirmam que o pedido extrapola o escopo da comissão, cujo foco deveria restringir-se ao crime organizado, e acusam o relator de ultrapassar suas prerrogativas.

O Palácio do Planalto deve orientar a base governista a rejeitar o relatório. Caso isso ocorra, os senadores votarão contra os trechos que tratam tanto do chamado “caso Master” quanto da infiltração de facções criminosas em órgãos públicos.

No Supremo Tribunal Federal, ministros classificaram o relatório como uma tentativa de transformar a CPI em instrumento de pressão contra a Corte. Integrantes próximos a Vieira reagiram, afirmando que as críticas se dirigem a atos específicos de três magistrados, e não ao STF como instituição.

O embate reforça o clima de tensão entre Poderes. Após as eleições, congressistas discutem uma proposta de reforma do Judiciário, enquanto parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro prometem protocolar novos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Paralelamente, parte da Corte defende regras mais rígidas para CPIs, incluindo punições para divulgação de dados sob sigilo.

A votação desta terça-feira marca o último ato da CPI do Crime Organizado, que, além das recomendações polêmicas, apresenta conclusões sobre a presença de facções em diferentes esferas do Estado brasileiro.

Com informações de G1

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *