A realização de duas ou mais cirurgias plásticas no mesmo ato operatório — prática denominada procedimentos combinados — tem crescido em todo o país e reúne técnicas como lipoaspiração, abdominoplastia e intervenções mamárias. Embora ofereça vantagens, como apenas um período de recuperação e resultados estéticos integrados, a abordagem requer preparação rigorosa e monitoramento constante, alerta a Cooperativa de Anestesistas do Tocantins (Coopanest-TO).
Tempo cirúrgico maior exige vigilância anestésica
Quando diversas áreas do corpo são operadas simultaneamente, o tempo dentro do centro cirúrgico se prolonga, aumentando também a exposição do paciente à anestesia. A médica anestesiologista Renata Freitas, cooperada da Coopanest-TO, explica que cabe ao anestesiologista acompanhar continuamente indicadores como pressão arterial, frequência cardíaca, oxigenação, ventilação e temperatura.
“Em intervenções extensas, redobramos a atenção à estabilidade hemodinâmica, ao controle da ventilação e à prevenção de complicações. Todo o manejo é individualizado”, afirma a especialista.
Avaliação pré-anestésica é etapa decisiva
Antes da cirurgia, o paciente passa por avaliação que inclui histórico de saúde, exames, uso de medicamentos e fatores de risco. Segundo Freitas, essa etapa determina a estratégia anestésica e pode até levar à recomendação de dividir o procedimento em fases, caso a condição clínica não permita uma operação longa.
Atuação conjunta garante segurança
Estudos recentes citados pela anestesiologista indicam que protocolos atualizados, monitoramento contínuo e abordagem personalizada são pilares para bons resultados em cirurgias plásticas. O alinhamento entre cirurgião plástico, anestesiologista e demais profissionais do centro cirúrgico também contribui para reduzir o tempo operatório e favorecer a recuperação.
“Cirurgia segura é fruto de um trabalho em equipe bem coordenado”, conclui Renata Freitas.
Com informações de Atitude Tocantins

