Brasília, 27 de março de 2026 – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da eleição indireta que escolheria o novo governador do Rio de Janeiro. Até que o mérito seja analisado, permanece no comando do Executivo fluminense o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro.
Zanin entendeu que as controvérsias sobre o modelo de votação devem ser decididas pelo plenário presencial da Corte. Ainda não há data marcada para o julgamento, que será agendado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Nova ação do PSD
Na mesma data, o PSD ingressou com outra ação no Supremo pedindo a suspensão do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que autoriza a realização de eleição indireta no estado. O partido solicita que seja convocada eleição direta, com voto popular, para definir o sucessor de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo enquanto responde a processo de inelegibilidade no TSE.
Julgamento virtual interrompido
A decisão de Zanin interrompe o julgamento que ocorria no Plenário Virtual sobre as regras da eleição. O ministro já havia votado, em procedimento anterior, pela realização de eleição direta. Ele foi acompanhado, na ocasião, pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
Seis ministros — Luiz Fux, Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Edson Fachin — haviam formado maioria para manter a eleição indireta com votação secreta entre os deputados estaduais. Com a suspensão, o processo voltará à estaca zero e será analisado juntamente com a nova ação do PSD no plenário físico.
Não há previsão para quando o Supremo definirá se os fluminenses irão às urnas em eleição direta ou se a escolha continuará restrita ao Legislativo estadual.
Com informações de G1

