A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta sexta-feira (27), o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar (União). A nova detenção foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, a medida integra a ADPF das Favelas (ADPF 635) e ocorreu durante a terceira fase da Operação Unha e Carne. Além da prisão, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Bacellar, em Teresópolis (RJ).
De acordo com nota da corporação, o ex-deputado foi levado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro e, após os procedimentos de praxe, será transferido para o sistema prisional estadual, onde ficará à disposição da Justiça.
Antecedentes
Bacellar já havia sido preso em 3 de dezembro do ano passado, suspeito de vazar informações sigilosas de uma operação que mirava o ex-deputado estadual TH Joias (MDB), apontado como integrante do Comando Vermelho. Nove dias depois, em 9 de dezembro, Moraes confirmou decisão da Alerj que revogou a prisão preventiva por 42 votos a 21, com 2 abstenções, e concedeu liberdade provisória ao parlamentar.
Perda de mandato no TSE
Na última terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Bacellar e o declarou inelegível. Ele e o ex-governador Cláudio Castro (PL) foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, devido à contratação de 27 mil funcionários temporários na Ceperj e na Uerj, que teriam atuado como cabos eleitorais. O tribunal determinou a retotalização dos votos para definir o novo ocupante da vaga na Alerj.
Com informações de Gazeta do Povo

