A decisão do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), de suspender — e não arquivar — o processo que analisa a liquidação do Banco Master desagradou à cúpula do Banco Central (BC). A medida foi tomada após parecer técnico do próprio tribunal, divulgado em 25 de março de 2026, que respaldava as ações adotadas pela autoridade monetária no encerramento das atividades da instituição financeira.
O ministro afirmou que pretende aguardar a conclusão de todas as investigações em curso antes de tomar uma decisão definitiva. No entanto, técnicos do TCU já haviam concluído que as supostas irregularidades estavam no Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, e no Banco de Brasília (BRB), e não no Banco Central.
Dentro do BC, a suspensão é interpretada como uma continuidade da pressão sobre o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. Colegas de tribunal do próprio Jhonatan de Jesus consideram que não há motivo para manter o processo aberto depois da manifestação da área técnica.
Críticas e histórico de atritos
Desde o início da análise sobre a liquidação, a relação entre o relator do caso e o Banco Central tem sido tensa. Jhonatan de Jesus chegou a classificar a intervenção como “precipitada” e, em outra ocasião, ameaçou impedir a venda de ativos do banco liquidado — posições que se mostraram inconsistentes após o parecer técnico favorável ao BC.
O relatório dos auditores do TCU também apontou “falhas graves” e “erros primários” nas transações entre o Banco Master e o BRB, reforçando o entendimento de que a intervenção do BC foi adequada.
Com a suspensão determinada pelo ministro, o processo permanece aberto à espera do desfecho de outras apurações, sem prazo definido para conclusão.
Com informações de G1

