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CPMI estima desvio de R$ 1 bilhão para corromper servidores do INSS e da Dataprev

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Brasília — O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, declarou nesta terça-feira (17) que funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social e da Dataprev podem ter recebido pelo menos R$ 1 bilhão em valores desviados de aposentados e pensionistas ao longo de 12 a 15 anos.

A cifra supera os R$ 700 milhões inicialmente identificados pela comissão desde a Operação Sem Desconto, deflagrada no ano passado pela Polícia Federal (PF). A investigação apontou um esquema de cobrança de mensalidades associativas sem autorização dos segurados.

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Na mesma manhã, a PF realizou nova etapa da operação e mirou diretamente a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), suspeita de repassar propina ao ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Três grupos sob suspeita

Segundo Viana, ao menos três quadrilhas atuaram paralelamente dentro da Previdência Social utilizando os mesmos métodos e servidores. “Não me surpreende que, num escândalo de quase R$ 700 milhões, servidores públicos tenham recebido R$ 1 bilhão, porque eram eles que permitiam o financiamento desses grupos dentro do INSS”, afirmou em entrevista no Senado.

INSS e Dataprev foram procurados pela reportagem para comentar as declarações, mas ainda não responderam.

Possível prevaricação

O parlamentar disse que as apurações indicam casos de prevaricação em vários setores da Previdência. Provas e documentos sigilosos estão sob análise da relatoria da CPMI, que trabalha em paralelo às investigações da PF.

Pedido de prorrogação

Na semana passada, Viana, o relator deputado Alfredo Gaspar (União-AL) e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) ingressaram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para estender os trabalhos da comissão por mais 120 dias. Eles alegam omissão do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), em despachar o requerimento.

Foco no Banco Master

A CPMI também investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, acusado de conceder empréstimos consignados fraudulentos. O colegiado aprovou a convocação de Martha Graeff, ex-namorada de Vorcaro, e de Fabiano Zettel, cunhado do empresário, que podem detalhar as operações do banco. Vorcaro, atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília, deverá ser ouvido pelos parlamentares.

Com as novas frentes de apuração, integrantes da comissão acreditam que outros nomes de servidores do INSS e da Dataprev possam ser identificados como beneficiários dos recursos desviados.

Com informações de Gazeta do Povo

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