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Astrônoma Andrea Ghez provou a existência do buraco negro gigante no coração da Via Láctea

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São Paulo, 9 de março de 2026 – A norte-americana Andrea Ghez, nascida em 1965, em Nova York, dedicou mais de duas décadas a um desafio considerado impossível: demonstrar empiricamente a presença de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea. O trabalho fez dela a quarta mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, em 2020, ao lado do alemão Reinhard Genzel.

Quem é Andrea Ghez

Ghez se interessou pelo espaço durante a infância, estimulada pelas missões Apollo. Formou-se em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e concluiu doutorado em Astronomia no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde passou a investigar suspeitas de que galáxias abrigariam buracos negros gigantescos.

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O alvo: Sagittarius A*

Desde meados do século XX, astrônomos detectavam uma fonte compacta de rádio na direção da constelação de Sagitário, batizada Sagittarius A*. Para confirmar se essa fonte escondia um buraco negro, era preciso observar como a gravidade influenciava estrelas próximas — algo dificultado por nuvens de poeira interestelar e pela turbulência da atmosfera terrestre.

Tecnologia decisiva

No Observatório Keck, no Havaí, Ghez liderou o uso de telescópios equipados com óptica adaptativa, sistema que ajusta espelhos deformáveis centenas de vezes por segundo para anular distorções atmosféricas. As observações foram feitas em infravermelho, radiação capaz de atravessar a poeira que obscurece o centro galáctico.

Duas décadas de medições

A equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) acompanhou, ano após ano, a posição de estrelas que orbitam o centro galáctico. Uma delas, a S-02, atinge mais de 7 000 km/s em seu ponto mais próximo de Sagittarius A*. Cálculos indicaram que, para manter órbitas tão rápidas e estáveis, seria necessária uma massa de cerca de 4 milhões de Sóis concentrada em um espaço extremamente reduzido.

Conclusão e reconhecimento

Não havia modelo físico que explicasse tal concentração de matéria exceto a presença de um buraco negro supermassivo. Observações independentes do grupo de Reinhard Genzel chegaram às mesmas conclusões. Em 2020, o Comitê do Nobel laureou ambos “pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro da nossa galáxia”.

O estudo de Ghez reforçou a hipótese de que praticamente todas as grandes galáxias possuem buracos negros gigantes em seus núcleos, desempenhando papel central em sua evolução.

Com informações de Olhar Digital

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