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Manifestações marcam Dia Internacional da Mulher com pedidos de fim da violência em várias cidades do Brasil

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Entidades, movimentos feministas e organizações da sociedade civil promoveram atos públicos neste domingo, 8 de março de 2026, para lembrar o Dia Internacional da Mulher e exigir políticas de enfrentamento à violência de gênero. As mobilizações ocorreram em diversas capitais e tiveram como eixos centrais o combate ao feminicídio, a igualdade de direitos e a ampliação de mecanismos de proteção às mulheres.

Contexto nacional

Os protestos aconteceram poucos meses depois de o país registrar recorde de feminicídios. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 1.470 mulheres foram assassinadas por motivo de gênero entre janeiro e dezembro de 2025. Casos recentes, como o estupro coletivo de uma adolescente e o assassinato de uma professora, também reacenderam o debate sobre segurança e responsabilização de agressores.

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Rio de Janeiro

Na capital fluminense, manifestantes se concentraram na Praia de Copacabana, altura do Posto 3, e seguiram em caminhada até o Posto 1 acompanhados por um trio elétrico. Camisetas e adesivos exibiam frases como “não é não” e “eu quero viver sem medo”. Durante a manhã, a Escola de Teatro Popular realizou performance que destacou números da violência contra mulheres. Integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil fincaram cruzes na areia com o lema “Parem de nos matar”, em memória das vítimas de feminicídio. O ato ocorreu no mesmo bairro onde, semanas antes, uma adolescente de 17 anos sofreu estupro coletivo.

São Paulo

Em São Paulo, a Avenida Paulista recebeu, a partir das 14h, uma grande marcha organizada por Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e Movimento de Mulheres de Olga Benário. Os participantes reivindicaram combate ao feminicídio, igualdade salarial e críticas à jornada de trabalho 6×1. Cartazes e faixas homenagearam mulheres mortas pela violência.

Porto Alegre

No centro da capital gaúcha, integrantes de um grupo teatral caminharam segurando sapatos manchados de tinta vermelha para simbolizar sangue. Em coro, elas citaram os nomes das 20 mulheres assassinadas no estado em 2026. Dados oficiais apontam alta de 53% nos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul até o fim de fevereiro, em comparação com o mesmo período de 2025.

Florianópolis

Na capital catarinense, a programação começou às 9h30 no Parque da Luz, próximo à cabeceira da Ponte Hercílio Luz. Rodas de conversa, palestras e intervenções culturais antecederam a caminhada pelo centro e pela Beira-Mar Norte. Manifestantes lembraram vítimas recentes no estado, entre elas Catarina Kasten, violentada e assassinada em novembro de 2025 na trilha da Praia do Matadeiro.

Os atos deste domingo reuniram sindicatos, coletivos, representantes de movimentos sociais e moradores que, em uníssono, cobraram respostas efetivas das autoridades para reduzir a violência de gênero no país.

Com informações de g1.globo.com

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