','

'); } ?>

Surto em cruzeiro reacende alerta para hantavirose; conheça sintomas e formas de tratamento

Publicidade

O surto de hantavirose ligado ao navio MV Hondius, que realizou viagens pela América do Sul e pelo Atlântico, levou autoridades sanitárias de vários países e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a investigar casos suspeitos e a possibilidade, considerada incomum, de transmissão entre humanos.

Segundo especialistas, o maior risco de contágio para os passageiros não ocorreu dentro da embarcação, mas em atividades externas, como trilhas, visitas a áreas naturais e permanência em locais fechados onde roedores pudessem estar presentes.

Publicidade

Como ocorre a infecção

O Ministério da Saúde explica que a hantavirose é causada por vírus encontrados em roedores silvestres. A infecção acontece, principalmente, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva desses animais. Ambientes fechados, com pouca ventilação ou acúmulo de sujeira, aumentam o risco de exposição — especialmente em áreas rurais, depósitos, galpões e imóveis fechados por longos períodos.

Números da doença no Brasil

Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN) mostram que, embora rara, a doença continua sendo registrada no país. Foram confirmados 27 casos em 2021, 57 em 2022, 66 em 2023, 44 em 2024 e 35 em 2025. Em 2026, até o momento, são 8 casos notificados, com maior concentração na região Sul.

Principais sintomas

• Febre alta
• Dor de cabeça
• Dores musculares
• Náuseas e vômitos
• Cansaço intenso
• Falta de ar nos casos mais graves

Tratamento

Não existe vacina nem antiviral específico contra a hantavirose. O tratamento é de suporte clínico, geralmente em ambiente hospitalar, com monitoramento da respiração e da pressão arterial. A recomendação é buscar atendimento médico ao apresentar sintomas após exposição a áreas de risco, informando o histórico de viagem ou de contato com locais possivelmente contaminados.

Risco de pandemia?

A infectologista Paula Pinhão, diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, afirma que, apesar da gravidade da doença, o cenário atual não indica potencial pandêmico semelhante ao de vírus respiratórios de alta disseminação. A transmissão sustentada entre pessoas é considerada extremamente rara e, quando ocorre, está associada a situações muito específicas, como as variantes do hantavírus dos Andes, monitoradas de perto pelas autoridades sanitárias.

Com informações de Metrópoles

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *