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STF rejeita ação do PV sobre suposta espionagem a jornalistas e parlamentares no governo Bolsonaro

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Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 7 votos a 4, não dar prosseguimento à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pelo Partido Verde (PV) contra o governo Jair Bolsonaro (PL) por suposto monitoramento de redes sociais de jornalistas, influenciadores e 116 parlamentares.

O julgamento foi concluído na sexta-feira, 15 de maio. O voto vencedor foi redigido pelo ministro André Mendonça, que declarou a ação improcedente. Para Mendonça, o partido não poderia utilizar uma ADPF para discutir o tema, que, segundo ele, deveria ser tratado por meio de ação popular em instâncias inferiores.

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Mendonça argumentou que os relatórios eram produzidos por uma empresa privada contratada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, e não por órgão estatal, o que dificultaria enquadrá-los como “ato do Poder Público” apto a controle via ADPF. O ministro comparou o serviço a um “clipping de notícias” feito com dados públicos, afastando a ideia de “espionagem” ou “vigilância indevida”.

A posição de Mendonça foi acompanhada por Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Edson Fachin. O ministro Flávio Dino não votou, pois ingressou na Corte após a aposentadoria de Rosa Weber, que já havia registrado seu voto antes de deixar o tribunal.

A relatora original, ministra Cármen Lúcia, ficou vencida. Ela entendeu que o monitoramento representava desvio de finalidade e violava os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, colocando em risco a liberdade de expressão. Seu entendimento foi seguido por Alexandre de Moraes, pela própria Rosa Weber e por Luís Roberto Barroso.

Durante o processo, tanto a Advocacia-Geral da União (AGU) quanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentaram que o STF não deveria analisar o pedido. O caso ganhou repercussão após a revista Época divulgar, em novembro de 2020, que integrantes do Executivo teriam acompanhado postagens de políticos e jornalistas nas redes sociais.

Com informações de Gazeta do Povo

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