A Polícia Civil do Tocantins finalizou o inquérito sobre a morte da servidora pública e empresária Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, 55 anos, e concluiu que o crime foi articulado pelas duas filhas da vítima para assumir a gestão da empresa familiar.
O corpo de Deise foi encontrado em 1º de janeiro no Rio Santa Tereza, zona rural de Peixe, sul do estado, em avançado estado de decomposição. Ela havia sido declarada desaparecida após o Natal de 2023.
Motivação financeira
De acordo com a investigação, a mãe comandava a principal fonte de renda da família, uma fábrica de rodos. As filhas enxergavam a presença dela como obstáculo ao acesso ao patrimônio e, segundo a polícia, decidiram eliminá-la para assumir o negócio.
Planejamento e execução
Perícias apontaram que as irmãs estavam no local e no horário em que Deise foi morta e depois lançada ao rio. Após o crime, elas compraram um celular registrado em nome da mãe e enviaram mensagens de despedida a parentes para criar a impressão de que a vítima havia se afastado voluntariamente, estratégia que visava retardar o início das investigações.
Indiciados
A filha de 26 anos foi indiciada por feminicídio, ocultação de cadáver, apropriação indébita e supressão de documento. A irmã, de 32 anos, responderá por feminicídio, ocultação de cadáver, falsa identidade e supressão de documento. As duas estão presas preventivamente.
O marido de Deise também foi indiciado por supressão de documento, suspeito de ter eliminado registros importantes após o assassinato.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para o Ministério Público, que decidirá sobre a apresentação da denúncia à Justiça.
Com informações de Metrópoles

