Brasília — A derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, rejeitada pelo Senado em 29 de abril por 42 votos, reforçou a relevância das 54 cadeiras que estarão em disputa na eleição de 2026. Levantamentos Genial/Quaest realizados nos oito estados com maior número de eleitores revelam cenário indefinido e dividido entre governo e oposição.
São Paulo
No maior colégio eleitoral do país, a ex-ministra Simone Tebet (MDB) lidera as intenções de voto. Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) aparecem logo atrás. Entre os nomes mais alinhados à direita, o deputado Guilherme Derrite (PP) surge competitivo.
Minas Gerais
A petista Marília Campos encabeça dois cenários testados. A segunda vaga oscila entre Aécio Neves (PSDB), Marcelo Aro (PP), Domingos Sávio (PL) e Carlos Viana (PSD). Sem Aécio na lista, Viana cresce e se aproxima da líder.
Rio de Janeiro
O governador Cláudio Castro (PL) e a deputada Benedita da Silva (PT) aparecem empatados dentro da margem de erro. Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi (PL) completam o bloco da direita na disputa pelas duas vagas.
Paraná
O estado mostra vantagem para opositores ao Palácio do Planalto. Alvaro Dias (MDB) lidera, seguido por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Alexandre Curi (Republicanos) também pontua. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tem desempenho mais fraco.
Rio Grande do Sul
Quatro pré-candidatos aparecem tecnicamente empatados: Germano Rigotto (MDB), Marcel Van Hattem (Novo), Manuela D’Ávila (PSOL) e o ministro Paulo Pimenta (PT).
Bahia
Reduto petista, o estado coloca os ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) na dianteira. João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) correm por fora.
Ceará
A disputa está polarizada entre Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União Brasil), cada um liderando os segmentos de centro-esquerda e direita, respectivamente.
Pernambuco
Marília Arraes (PDT) lidera a corrida. A segunda cadeira é disputada por Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil) e Mendonça Filho (PL). Armando Monteiro (Podemos) e Anderson Ferreira (PL) aparecem próximos.
Metodologia
Os levantamentos Genial/Quaest foram realizados entre 21 e 28 de abril, com amostras de 900 a 1.650 entrevistas presenciais, margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Todos os estudos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Com o revés imposto ao governo na votação de Messias, oposição e aliados de Lula buscam ampliar bancadas para alcançar, ou impedir, a maioria qualificada de dois terços necessária para aprovar ou barrar indicações ao Supremo a partir de 2027.
Com informações de Gazeta do Povo

