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Pesadelos frequentes prejudicam sono REM e podem deixar o dia inteiro mais cansativo

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Dormir o período recomendado e, mesmo assim, despertar esgotado é uma queixa comum de quem passa a noite entre pesadelos. De acordo com especialistas, essas experiências interrompem a fase REM, crucial para a recuperação do cérebro, e provocam microdespertares que dificultam o descanso pleno.

Interrupções na fase REM

O médico do sono Ícaro Alves, que atende em Brasília, explica que os pesadelos “quebram” a arquitetura do sono ao afetar especialmente o estágio REM, responsável pela consolidação de memórias, equilíbrio emocional e restauração cerebral. Mesmo que a pessoa não perceba, o cérebro desperta várias vezes durante a madrugada, impedindo o organismo de alcançar um estado profundo de recuperação.

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Entre as consequências mais relatadas estão exaustão matinal, irritação, dificuldade de concentração, lapsos de memória, aumento da compulsão alimentar e menor disposição ao longo do dia.

Cérebro em estado de alerta

Segundo a neurologista Carolina Alvarez, do Rio de Janeiro, o cérebro interpreta um pesadelo quase como uma ameaça real. A reação inclui coração acelerado, suor, ansiedade e dificuldade para voltar a dormir, pois há liberação de hormônios ligados ao estresse. Quando a fase REM é interrompida repetidamente, funções como aprendizado, organização das lembranças e regulação do humor ficam comprometidas.

Ansiedade como combustível

A psiquiatra Neusa Aita Agne, de Porto Alegre, aponta que ansiedade, estresse crônico, burnout e excesso de informação mantêm o cérebro hiperativo, inclusive durante a madrugada. Esse estado de alerta favorece sonhos intensos, despertares frequentes e a sensação de que o sono nunca é suficiente.

Quando buscar ajuda

Pesa­delos esporádicos são considerados normais, mas alguns sinais pedem atenção: acordar cansado diariamente, sonolência excessiva durante o dia, medo de dormir, movimentos involuntários intensos à noite ou piora significativa de memória e concentração. Quando esses episódios se tornam frequentes ou comprometem a qualidade de vida, os especialistas recomendam procurar avaliação médica.

Com informações de Metrópoles

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